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A mostrar mensagens de março, 2018

Vamos dormir?

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Vamos dormir? O sono é uma necessidade fisiológica tão importante como os alimentos que ingerimos ou o ar que respiramos. Exagero? Não, não é! Dormir é indispensável para uma boa saúde. O sono fortalece o sistema imunológico, liberta a secreção de hormonas, como a do crescimento e a insulina, consolida a memória, entre outras que mais tarde falaremos.   Tal como outros hábitos que aqui já foram falados, é até aos 5 anos que podem ser estabelecidas rotinas de descanso. A maior parte das crianças que têm uma rotina de sono desajustada, apresenta mais probabilidades de vir a desenvolver problemas relacionados com défice de atenção, ou dificuldades de aprendizagem. Se o seu filho não tem por hábito adormecer à mesma hora todos os dias e já tem mais que 5 anos, fique descansado, porque nunca é tarde para começar a tê-lo. Mas, quanto mais depressa melhor. A implantação de uma rotina de sono deve ser iniciada por volta da segunda semana de vida. É importante fazê-lo di...

O Hábito, a Rotina e a Imitação

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O Hábito, a Rotina e a Imitação Quanto mais depressa a criança ganha autonomia, melhor para nós e sobretudo, para ela. Isso inclui a toma das refeições. A hora da refeição é sagrada e logo desde muito pequenino, ainda a beber o biberão, quando já começa a conseguir segura-lo, devemos fazer coincidir com a nossa refeição. Logo que consiga senta-lo na cadeirinha, chegue-o à mesa, vai sentir que faz parte do ritual de cada refeição. À medida que for introduzindo os alimentos, como a papa, ou sopa, deve ser colocado ao lado do seu prato, o talher correspondente. Faça uma sopa que todos gostam de comer e partilhem desse momento em conjunto. Rapidamente vai querer comer sozinho, por imitação. Deixe, mesmo que vá mais por fora do que por dentro, vai chegar a altura que comerá sem necessitar de ajuda. Nesta questão da sopa, por vezes acontece que nem todos os elementos da família, a querem. Se isso acontecer, pode suceder que a criança comece a recusar. É muito importante que t...

Dialogamos?

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Dialogamos?   Pensamento lógico, o que é isso? Sempre que conseguimos compreender, é porque algo nos fez sentido. Isso acontece naturalmente e na idade adulta nem damos por isso, simplesmente aceitamos, porque entendemos que não pode ser de outra forma. Mas quando é que começa a acontecer? Muito cedo, existem pequenas coisas que entendemos. Se chorar, sabemos que vai haver alguém que vai chegar e prestar atenção. Entendemos que a nossa postura, desencadeia, logicamente, uma atitude que nos agrada. À medida que o tempo passa, essa compreensão vai-se tornando cada vez mais aguçada. Se desde muito cedo, nos for explicada a razão porque certas coisas acontecem, ainda que não seja a explicação mais correta, mas a possível para a ser entendida, em cada idade, torna mais fácil a tarefa de educar. Por exemplo, se hoje for dia de natação e não for possível ir, é importante explicar-lhe a razão, de modo a não desencadear uma revolta por não ir a um lugar tão apreciado. Ent...

Desinteresse e/ou Tristeza

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Desinteresse e/ou Tristeza É durante o desenvolvimento cognitivo que podem ser detetadas algumas diferenças, em relação ao comum, como o autismo, hiperatividade, desinteresse pela escola ou outras atividades. Seja qual for o caso, é muito importante que a família esteja presente e unida. Fazer um balanço dos últimos acontecimentos, sejam eles quais forem, num diálogo sério, pode ser muito útil. Pode ajudar, o registo do que está a acontecer de diferente à criança. Depois tomar nota dos episódios diferentes, ou não, que possam ter surgido. Desta forma, tornar-se-á mais fácil chegar à causa e encontrar a solução. São exemplos: nascimento de um irmão, morte de um familiar próximo, entre outros. Vamo-nos focar nestes dois acontecimentos. Se tiver nascido um irmão, é natural que o seu filho sinta que já não lhe dão tanta atenção como antes. Faça-o sentir que continua a ser amado e apreciado. Peça-lhe ajuda na realização de pequenas tarefas, como na preparação do banho, d...

Cumprir Regras

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Cumprir Regras Quem não se lembra de ter 8 anos? Posso dizer que tenho lembranças desde muito jovem, talvez de quando tinha uns 3 anos. Mas foi com a idade de 8 anos que entrei para a escola oficial. Um pouco tarde, mas alguém me colocou no 2º ano. Fiquei muito feliz. Também tenho na lembrança que fui a primeira a acabar a prova do final do ano, com tudo certo e que a professora a foi mostrar à colega que estava na sala do 3º ano. Admirada, envergonhada, por falarem de mim baixinho, mas contente, Para mim, todas as aprendizagens, em especial a Matemática, eram uma brincadeira. Adorava brincar com os números. Também tinha muita curiosidade sobre o que diziam os livros e gostava de contar, à minha maneira, escrevendo, como tinha sido o meu dia. Tinha ouvido falar de que havia pessoas que escreviam um Diário e comecei também a fazê-lo, talvez já no 3º ou 4º ano. Na verdade a capacidade de ter um pensamento lógico surge por volta dos 8 anos, mas pode demorar e prolongar-se até...

Insiste, Insiste!

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Insiste, Insiste! Dizem alguns que os valores e aprendizagens principais se fazem, naquela a que chamo a primeira infância, vai até aos 5 anos. Outros alargam esse período até aos 7 anos. Considerando a diferença entre indivíduos,  direi que para uns será até à primeira, para outros será até à segunda. O que todos estamos de acordo é que esta, é uma fase muito importante para o desenvolvimento da criança e nem sempre entendida. Umas vezes, pensamos que já tem desenvolvimento suficiente para entender e exigimos coisas que ainda não estão ao seu alcance, porque ainda não é altura. Outras oferecemos ou jogamos jogos que a criança, já numa fase mais adiantada, se sente infantilizada. É preciso ter muita atenção para não “ofender” ao oferecer coisas desadequadas ou ter atitudes desajustadas.   Falar de forma infantil, com muitos diminutivos ou até articulando mal as palavras, tentando imita-la é muito comum e pode ter dois efeitos: ou ela sente que é ridícula, ou ao...

Aprendizagens ou habilidades adquiridas?!

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Aprendizagens ou habilidades adquiridas?!   Até aos 12 meses a motricidade desenvolve-se rapidamente, mas é a partir do ano e meio que a motricidade fina, ao nível das habilidades com objetos, começa a inovar-se, ele consegue construir, a brincar, ao usar a cognição e coordenação motora. Ou seja: o cérebro comanda e as mãos executam. Isto é visível quando brinca com peças grandes, colocando-as engenhosamente em equilíbrio, ou desfolha o livro de histórias, ainda juntando várias folhas. Ao mesmo tempo que já consegue subir escadas, vigiado e apoiado. Agora a vigilância tem que ser ainda mais apertada. Os acidentes acontecem quando menos esperamos. Aos 2 a 2 anos e meio, está um atleta. Corre, salta, sobe e desce escadas sem precisar que o ajudem. Atenção às portas, abre-as com facilidade e pode ir para onde não queremos. Adora desenhar círculos e identifica-os, dando nomes, como bola, mãe, pai, etc. Aos 3 anos, anda de bicicleta ou triciclo, O que quer dizer que sua ...

Os nossos Primeiros 12 meses

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Os nossos Primeiros 12 meses São fantásticas a quantidade de apetências/habilidades que nós conseguimos desenvolver em apenas 1 ano. S omos a única espécie que tem de apender tudo, ou quase tudo, nunca sabe o suficiente durante toda a vida. Aprendemos a andar, a falar, mas ninguém nos ensinou a sugar o leite ou a deglutir. D ormimos, dormimos muito e não há barulho que nos acorde, só o fazemos quando precisamos de nos deliciar com o leitinho. Protestamos sempre que alguma coisa nos incomoda, chorando. São assim as primeiras 3 semanas. A partir das 4 semanas, descobrimos que podemos levar as mãos à boca e aos olhos. A cabeça ganha autonomia para seguir com o olhar o movimento dos objetos. Já ouvimos bem os sons que nos cercam, podemos até assustar-nos com alguns, mais fortes e inesperados. Agora já olhamos na direção das vozes e distinguir se é o pai ou mãe que falam, fitamos fixamente os seus rostos. Quando atingimos as 6 semanas, somos curiosos com os objetos que...

Controlamos ou não podemos Controlar?

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Controlamos ou não podemos Controlar? O ambiente onde o bebé cresce é extremamente importante para tenha um desenvolvimento equilibrado. Numa casa onde frequentemente existem gritos, brigas, muita gente que fala muito alto e até violência, pode tornar difícil o seu desenvolvimento de forma harmoniosa. Muitas vezes, mais tarde, a criança pode vir a sofrer de problemas mentais, ter dificuldade em se socializar e até os estudos e a carreira, podem ficar comprometidos. A verdade é que existem fatores que podemos controlar, ou fazer um esforço para controlar e, outros, que temos que aprender a aceitar e a lidar com eles. Por exemplo, depende de nós proporcionar um ambiente calmo, mas estimulante, importante para o seu intelecto, assim como uma boa nutrição, para o crescimento harmonioso do corpo e do cérebro. Mas, a verdade é que todos nós quando nascemos, trazemos no nosso ADN aquilo que os nossos antepassados nos deixaram e, naturalmente, herdámos. E se herdámos os ol...