Os nossos Primeiros 12 meses
Os nossos Primeiros 12 meses
São fantásticas a quantidade de
apetências/habilidades que nós conseguimos desenvolver em apenas 1 ano. Somos a única espécie que
tem de apender tudo, ou quase tudo, nunca sabe o suficiente durante toda a
vida. Aprendemos a andar, a falar, mas ninguém nos ensinou a sugar o leite ou a
deglutir.
Dormimos, dormimos muito e não há barulho que nos acorde, só o fazemos quando precisamos de nos deliciar com o leitinho. Protestamos sempre que alguma coisa nos incomoda, chorando. São assim as
primeiras 3 semanas.
A partir das 4 semanas,
descobrimos que podemos levar as mãos à boca e aos olhos. A cabeça ganha
autonomia para seguir com o olhar o movimento dos objetos. Já
ouvimos bem os sons que nos cercam, podemos até assustar-nos com alguns, mais
fortes e inesperados.
Agora já olhamos na
direção das vozes e distinguir se é o pai ou mãe que falam, fitamos fixamente
os seus rostos.
Quando atingimos as 6 semanas,
somos curiosos com os objetos que conseguimos observar, sorrimos quando falam
connosco e gostamos de ficar deitados de barriga.
Com 3 meses a cabeça já está
firme quando nos sentamos. Quando estamos de bruços, levantamos muito a cabeça. Os nossos pais ficam admirados, com a força que temos nas pernas, quando nos põem de pé, o que adoramos. Nesta altura, apreciamos agarrar os brinquedos que colocam por cima de nós,
se os conseguirmos alcançar. Adoramos sorrir para quem nos cuida e balbuciamos sons que ninguém entende, porque o adulto já se esqueceu do que
quer dizer, brrrrr, grrrrrr, brrrrrr.
Pelos 5 a 6 meses conseguimos
sentar-nos sem apoio, adoramos rolar o corpo para mudar de posição, sempre
a mesma, cansa! Não é raro, ficarmos deitados de costas e, a mãe apanhar um susto, quando volta, já nos encontrar de bruços. Reconhecemos as pessoas à distância, tomamos muita atenção no que dizem. Por vezes, achamos que dizem alguma coisa
divertida e sorrimos. Damos pequenos gritinhos, os adultos podem não
entender, mas nós só estamos a dizer que estamos felizes. Fazemos algumas
conversas balbuciadas com os nossos brinquedos, coisas que só nós e eles entendemos.
Por volta dos 7 meses,
conseguimos sentar-nos sem qualquer apoio, estamos perfeitamente em pé, pois
somos fortes e podemos sustentar o nosso corpo. As nossas mãos fazem
habilidades, passamos um brinquedo de uma mão para a outra e já não precisamos
que nos segurem no biberão, somos perfeitamente capazes disso. Deslocamo-nos,
para procurar aquele brinquedo que preferimos e sabemos quando
nos chamam. Falamos muito, ba ba ba pa pa pa. Por esta altura o pai fica
muito feliz, vai dizer, olhem olhem ele disse papá. Mas não foi nada
disso, também não vale a pena explicar-lhe.
Alguns de nós conseguem até
começar a andar sobre as duas pernas. Mas se isto não acontecer, por favor, não
nos forcem, só andamos sozinhos quando for altura, nós sabemos quando vai ser.
Aos 9 meses detestamos quando
nos tiram o nosso brinquedo preferido, protestamos, chorando. Deslocamo-nos, arrastando-nos
pelo chão, às vezes de forma muito rápida. Agora é preciso terem cuidados
redobrados. Num ápice, já estamos do outro lado da casa e para nos levantarmos
sozinhos, serve até a toalha da mesa, lá vai cair tudo o que está sobre ela. Gostamos
mesmo é que alguém nos segure em pé. E o papá e a mamã já podem ficar vaidosos,
porque já conseguimos chama-los.
Aos 12 meses, por norma, já
conseguimos andar apoiando-nos nos móveis ou pela mão de um adulto. Conseguimos até dar 2 passos sem ajuda. Já não confundimos os pais com outras
pessoas e gostamos de beber a água por um copo, a do biberão é coisa de bebé.
Quando alguma coisa nos agrada, ou nos pedem, já conseguimos aplaudir com
palminhas e dizer adeus com a mão, por vezes também articular a
palavra, esta e outras, soltas, muito ainda temos para aprender, até conseguirmos elaborar uma frase.
Já percebemos que se chorarmos,
dão-nos tudo e fazem tudo o que queremos. É bom que saibam distinguir os
choros. Às vezes estamos mesmo com um problema, outras é porque só queremos um
pouco mais de atenção, ou um colinho quentinho. Se nos fizerem tudo o que
queremos, vai ser um pouco complicado, para eles, quando crescermos, ai vai
vai!!
Se alguma coisa não acontece exatamente
no momento descrito, não vale a pena entrar em pânico, somos todos diferentes,cada um tem o seu tempo.
Judite Pato

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