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A mostrar mensagens de abril, 2018

Amigo Imaginário!

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Amigo Imaginário! Quantos de nós não tivemos o nosso amigo imaginário? Aqueles que o tiveram sabem que nunca estavam verdadeiramente sozinhos. Com ele trocávamos impressões, brincávamos e até dormiam na nossa companhia. Mas, no outro dia, lá estavam eles mal abríamos os olhos, já frescos e arranjados para ir para a escola. É imaginação, dizem alguns, mas imaginação ou não o Gonçalo, a Maria ou a Francisca, são reais para nós e são quase a nossa segunda pele. Já ouvi algumas vezes, pais dizerem, passa-se alguma coisa, o meu filho fala sozinho e eu não vejo ninguém. Se é assim é porque não teve o seu amigo imaginário. Pensar que por isso o seu filho não está bem e precisa de ajuda, pode-lhe causar problemas sem que haja razão para isso. Tente entrar na dele, ou seja, fale do amigo do seu filho preguntando por exemplo como se chama, de onde é, a que gostam de brincar? As respostas podem ser surpreendentes. A verdade é que as crianças que “chegam”, surgem cada vez mais d...

Medos e medos!

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Medos e medos! Quando ia adormecer-me, a minha mãe contava-me histórias que inventava e que me deliciavam. Dona de uma imaginação prodigiosa, conseguia fazer parecer real qualquer história, teatralizando, de forma a tornar o mais convincente possível o que queria transmitir. Um dia, teria talvez uns 3 ou 4 anos, foi deitar-me para dormir a sesta. Como era seu costume, a história começava com o clássico, Era uma vez… Era uma vez uma senhora que apesar de querer muito ser mãe, porque adorava crianças, não conseguia ter filhos. Algo de errado se passava com ela. Muito triste, via os dias passar e envelhecer, sem que nascesse o tão desejado bebé. Um dia, alguém disse-lhe: porque não consultas uma fada? Ouvi dizer que quem seguisse os seus conselhos tinha os desejos concretizados. A Sra. Assim fez. A fada disse-lhe que haveria um certo médico, num determinado hospital, que seria capaz de fazer com que fosse mãe. Ela ficou tão feliz com essa perspetiva que no dia seguinte,...

O Despertador!

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O Despertador! Todos os aniversários são especiais e quando somos mais jovens, a importância agiganta-se. Naquele dia ela fazia 6 anos. Tinha entrado para a escola há mais ou menos 3 meses e ia ter a sua primeira festa de anos em que podia convidar quem “quisesse”. Naquele dia, quando chegou da escola, depois de fazer os seus deveres e do jantar, teve finalmente a sua prenda de aniversário. Os seus olhinhos brilharam quando viram o embrulho que desfez rapidamente. Quando viu um relógio cor-de-rosa, com uns ponteiros luminosos, os seus bracinhos enrolaram-se à volta do nosso pescoço. Afinal não era um relógio qualquer, era um relógio despertador! Este tinha uma particularidade, ela tinha que lhe dar corda todos os dias antes de dormir, se não o fizesse, poderia não acordar a horas para ir para a escola. Apesar da responsabilidade que lhe foi atribuída, ficou tão feliz. Sentiu que agora era dona do seu tempo e que os pais já não tinham a obrigação de a acordar. Naquel...

Brincar e Meditar

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Brincar e Meditar Naquela época nada nos dava mais prazer do que brincarmos. Não era raro, quando chovia, ou já tinha chovido, vestirmos o impermeável, calçarmos as galochas e chapinhar pelas poças de água. Afinal era a forma de não escorregarmos na lama e ao mesmo tempo nos divertirmos. Calcorreávamos assim pelos caminhos da quinta até chegarmos à ponte, cenário das nossas comédias e do nosso circo. Dois atores, um atuava, o outro improvisava o drama, o palhaço, a comédia. No fim, ambas, eramos o público, riamos e batíamos palmas em puro divertimento. Outras vezes, pela Primavera dentro, rompíamos os campos pejados de erva azeda, que mastigávamos deliciadas, evitando os trilhos e rebolando nos tufos macios e às vezes húmido, onde nos deitávamos olhando o céu, em profunda comunhão com a natureza. Nestas alturas criávamos um jogo que nos fazia voar para longe, sentindo e ouvindo o que se passava ao redor, nos mínimos pormenores. De olhos fechados, em silêncio, procuráva...

Palavra dita é para ser cumprida!

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Palavra dita é para ser cumprida! Vamos almoçar? Não! Não quero! Vamos dormir? Não, não quero! Vamos brincar? Não quero! Brincar a quê?... Quando pede delicadamente cada uma das atividades que são tão naturais e a recusa é constante, o que fazer? Ou quando finalmente em resposta o nosso pedido é feito, de cara feia, como se nos fizessem um favor, isso causa-nos mágoa, tristeza e NUNCA deve acontecer! Então o que fazer? Primeiro, quando a situação chega a este ponto, deixa qualquer um desconsertado. Isto nunca deve acontecer , nada desculpa essa atitude. Portanto, o melhor é fazer os possíveis para que nunca aconteça. Como impedir que aconteça? Com regras, muito assertivas, desde muito cedo e NUNCA ceder a uma palavra dada. Qualquer recusa deve ter o reverso da medalha, ou seja, se não faz, também não pode ter a coisa ou coisas que se sabe que ela gosta muito. Muito importante, a criança não deve fazer seja o for porque no final vai ter uma rec...

Vamos brincar?

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Vamos brincar? Ainda se lembra de como brincava quando era criança? Tudo era motivo de brincadeira. Agora pense no seu filho. Vê alguma diferença? São enormes, não são? Outros tempos! É verdade, os tempos são outros, mas as crianças são iguais. Ou seja, continuam a precisar de brincar para descobrir, crescer, imaginar, participar, (saber) perder, (saber) ganhar, respeitar, etc.. Quando a criança brinca, é ela que escolhe, de acordo com quem brinca, a que vai brincar, nada lhe é imposto. Ela escolhe e aceita as regras, sabe que as tem que cumprir para poder brincar. Um ato tão simples e tão importante, para que quando crescer possa “ser” em sociedade, na escola com os professores e colegas, saber estar, respeitando o outro e o seu espaço. Vamos voltar novamente lá atrás e pensar em quando eramos crianças. Quantas horas estávamos na escola ou em atividades? Uns dirão, 8, 10 h. Não tínhamos tempo para brincar, porque quando chegávamos a casa era para tomar banho, fazer o...

Afinal, quantas horas devemos dormir?

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Afinal, quantas horas devemos dormir? Existem várias tabelas do que deve ser o número de horas ideal para o descanso. Esta pareceu-me a que reúne maior consenso: – No primeiro mês cerca de 19 horas – Até aos 3 meses cerca de 18 horas – Até aos 6 meses cerca de 16 horas (incluindo duas ou três sestas) – Até aos 12 meses cerca de 15 horas (incluindo as sestas) – Até aos 24 meses, cerca de 13 horas (incluindo uma ou duas sestas) – Dos 3 aos 7 anos, entre 10 a 11 horas – Dos 7 aos 12 anos, entre 9 a 10 horas – Adolescentes, entre 8 a 9 horas de sono Mas como em tudo o que tem sido dito, todos somos diferentes e cada um terá as suas necessidades. Qual é então o número de horas certo em qualquer idade? É aquele que permite fazer todas as tarefas, sejam elas quais forem, brincar, comer, ler, correr, etc., sem manifestação de cansaço e regular ou superior desempenho. É a partir dos 4 meses que o sistema nervoso do bebé se encontra suficientemente desenvo...