Dialogamos?
Dialogamos?
Pensamento lógico, o que
é isso? Sempre que conseguimos compreender, é porque algo nos fez sentido. Isso
acontece naturalmente e na idade adulta nem damos por isso, simplesmente
aceitamos, porque entendemos que não pode ser de outra forma.
Mas quando é que começa
a acontecer? Muito cedo, existem pequenas coisas que entendemos. Se chorar,
sabemos que vai haver alguém que vai chegar e prestar atenção. Entendemos que a
nossa postura, desencadeia, logicamente, uma atitude que nos agrada.
À medida que o tempo
passa, essa compreensão vai-se tornando cada vez mais aguçada. Se desde muito
cedo, nos for explicada a razão porque certas coisas acontecem, ainda que não
seja a explicação mais correta, mas a possível para a ser entendida, em cada
idade, torna mais fácil a tarefa de educar.
Por exemplo, se hoje for
dia de natação e não for possível ir, é importante explicar-lhe a razão, de
modo a não desencadear uma revolta por não ir a um lugar tão apreciado. Então,
o discurso será: Hoje não é possível irmos à natação porque (por exemplo) está
muito frio e podes constipar-te. (É lógico) Nós não queremos que fiques doente,
pois não? Por norma, ele irá concordar. Podemos então acrescentar, que no próximo
dia, se estiver menos frio, irá.
A ideia é nunca, mas nunca
mesmo, dar uma ordem, sem explicar a razão porque o fazemos.
- Fazes isto e acabou,
porque eu quero e sou eu que mando!
O que pode acontecer é fazerem
o contrário que se lhe exige, ou não fazer absolutamente nada, como se não
tivesse sequer ouvido. O efeito foi contrário ao que pretendíamos. A consequência
mais comum é a revolta. À medida que o tempo passa, cada ordem ou pedido por
parte dos pais ou cuidadores, poderá vir a ser realizada exatamente ao
contrário do que queremos.
Quem quer que isto aconteça?
Ninguém! Não é bom para os filhos, nem para os pais, nem para outros que privem
com a criança.
Vamos dialogar. Quando
explicamos as razões das cosias, podemos perguntar o que ele acha? Desta forma
a criança vai entender que ela faz parte da decisão.
Enfim, não é uma tarefa
fácil, mas se for iniciada desde muito cedo, torna-se um hábito tão natural, como
o beijo de bom dia ou de boa noite.
Judite Pato

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