Desinteresse e/ou Tristeza
Desinteresse e/ou Tristeza
É durante o
desenvolvimento cognitivo que podem ser detetadas algumas diferenças, em
relação ao comum, como o autismo, hiperatividade, desinteresse pela escola ou
outras atividades.
Seja qual for o caso, é
muito importante que a família esteja presente e unida. Fazer um balanço dos últimos
acontecimentos, sejam eles quais forem, num diálogo sério, pode ser muito útil. Pode ajudar, o registo do que está a acontecer de diferente à criança. Depois tomar nota dos episódios diferentes, ou não, que possam ter surgido. Desta forma, tornar-se-á
mais fácil chegar à causa e encontrar a solução.
São exemplos: nascimento
de um irmão, morte de um familiar próximo, entre outros.
Vamo-nos focar nestes
dois acontecimentos. Se tiver nascido um irmão, é natural que o seu filho sinta que já não lhe dão tanta atenção como antes. Faça-o sentir que continua a
ser amado e apreciado. Peça-lhe ajuda na realização de pequenas tarefas, como
na preparação do banho, do biberão, etc., agradecendo e elogiando-o. Ao fazer
isto, a criança vai sentir-se parte do processo, ficando com a sensação de bem-estar. Nunca a compare, inferiorizando-a, sob nenhum pretexto. Se o fizer, pode causar
danos que duram uma vida. A baixa autoestima é um deles e, pode refletir-se no
social, assim como no profissional. Por mais encorajada que seja, ela vai dizer primeiro
que não sabe, que não quer, com medo de falhar. Ela é única e merece ser
respeitada enquanto individuo.
A morte de um familiar
próximo, com quem a criança privava diariamente, também pode causar alterações
no seu comportamento: andar mais triste, questionar a razão e até revoltar-se
quando à sua volta vê manifestações de alegria, Por vezes recusa-se a falar no
assunto. Pode levar algum tempo a entender e aceitar que a morte é natural, acontece quando
o corpo deixa de funcionar. Explicando-lhe que apesar de não conseguirmos ver, quem partiu, continua vivo, num lugar que
não podemos observar, mas sobretudo está para sempre no nosso coração. Quem partiu, de certo não gostará que esteja triste.
Quando menos esperar,
ela vai entender e voltará a ser a criança alegre e feliz de sempre.
Se com tudo isto não
conseguir que as atitudes mudem, não se esqueça, a última coisa que ela quer é ouvir
que é ainda muito pequena para entender. Além de não ajudar nada, vai sentir
que todos estão contra ela. Ao contrário, nós queremos estar sempre ao seu
lado. Por isso, não hesite, procure ajuda nos técnicos especializados, a
começar pelo seu médico de família, pediatra, entre outros.
Tudo o que for feito
será sempre no sentido do seu desenvolvimento pleno e completo, com muito Amor.
Judite Pato

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