Afinal, quantas horas devemos dormir?


Afinal, quantas horas devemos dormir?


Existem várias tabelas do que deve ser o número de horas ideal para o descanso. Esta pareceu-me a que reúne maior consenso:

– No primeiro mês cerca de 19 horas

– Até aos 3 meses cerca de 18 horas

– Até aos 6 meses cerca de 16 horas (incluindo duas ou três sestas)

– Até aos 12 meses cerca de 15 horas (incluindo as sestas)

– Até aos 24 meses, cerca de 13 horas (incluindo uma ou duas sestas)

– Dos 3 aos 7 anos, entre 10 a 11 horas

– Dos 7 aos 12 anos, entre 9 a 10 horas

– Adolescentes, entre 8 a 9 horas de sono

Mas como em tudo o que tem sido dito, todos somos diferentes e cada um terá as suas necessidades. Qual é então o número de horas certo em qualquer idade? É aquele que permite fazer todas as tarefas, sejam elas quais forem, brincar, comer, ler, correr, etc., sem manifestação de cansaço e regular ou superior desempenho.

É a partir dos 4 meses que o sistema nervoso do bebé se encontra suficientemente desenvolvido para que tenha um ciclo de sono regular.

Se assim não for, não adianta ficar preocupado, insiste, insiste, até a rotina estar completamente implementada. Claro que se não conseguir o que pretende até aos 6 meses, deve tentar perceber o que se passa, pedindo ajuda ao seu pediatra.

Atenção que existem ações que podem tornar-se um hábito e tenderem a perpetuar. São exemplo disso, o dar um biberão antes de dormir. O que pode acontecer é que se o bebé acordar a meio da noite, vai querer de novo o biberão. O melhor é que não chegue aqui mas, se chegou, tente substituir o biberão, confortando-o com caricias e dando-lhe para companhia algum objeto que ele goste de acariciar.

A partir dos 3 ou 4 meses é importante que a criança vá para o seu próprio quarto. Mas se o fizer aos 6 meses, tudo bem. Por esta altura, há muito que durante toda a noite, já dorme um sono só, descansando e deixando descansar. Quanto mais cedo, melhor para todos. É importante que se torne independente e é sempre preferível ficar junto dele até adormecer, do que o ter na cama dos pais até todos adormecerem e correr o risco de o acordar, quando o mudar para a sua caminha fria.

Quando a criança acorda no meio da noite, precisa que o acalmem. Se acordou e se tiver ido para a cama dos pais, deve ser levada de volta para a cama dela, explicando-lhe que tem que dormir na sua cama, que é o seu espaço, tal como os papás têm o seu e isso é muito bom!

Se forem salvaguardadas todas as situações de hábitos, ambiente e família, raramente a criança terá insónias ou revelará negação ou pavor, sempre que chega a hora de deitar. Adormecer o seu filho, desde muito cedo, sem luzes acesas, vai-se tornar um hábito que ao crescer ele vai guardar. Sem luz, hora de dormir. Se for Verão e os dias já forem grandes, ou se for durante a sesta, deve proporcionar a penumbra, fechando cortinas ou persianas. Com a ausência de luz, sempre que o for deitar, ele vai perceber que a hora de dormir chegou.

Quando os sonhos se transformam em terrores e estes em angústia, é muito importante dar a atenção devida, escute o que ele tem para contar, fique junto dele, acalmando-o serenamente, diga-lhe que foi só um sonho e que já passou. Sente-se junto da cama e fale baixinho até que volte a adormecer. No dia seguinte, podem falar do assunto. Se ele não se lembrar, ótimo, se pelo contrário se lembrar de tudo, aproveite para reforçar que o pai, a mãe, a avó, ou seja, todos sonham, ninguém precisa de ter medo.

Sempre que a duração, frequência ou intensidade destas ocorrências possam interferir seriamente no comportamento diurno, é altura de procurar ajuda. O médico de família e pediatra são importantes aliados. Esteja atento se lhe receitarem algum medicamento, sem que antes lhe sejam feitos alguns testes ou exames. Procure outras opiniões e, sobretudo, não demonstre estar muito ansioso, o seu filho sente e pode piorar a situação.
Relaxe, tudo vai correr bem, porque quer e merecem!


Judite Pato

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