Palavra dita é para ser cumprida!
Palavra dita é para ser
cumprida!
Vamos almoçar?
Não! Não quero!
Vamos dormir?
Não, não quero!
Vamos brincar? Não
quero! Brincar a quê?...
Quando pede
delicadamente cada uma das atividades que são tão naturais e a recusa é
constante, o que fazer? Ou quando finalmente em resposta o nosso pedido é feito,
de cara feia, como se nos fizessem um favor, isso causa-nos mágoa, tristeza e
NUNCA deve acontecer!
Então o que fazer?
Primeiro, quando a
situação chega a este ponto, deixa qualquer um desconsertado. Isto nunca
deve acontecer, nada desculpa essa atitude. Portanto, o melhor é fazer os possíveis
para que nunca aconteça.
Como impedir que aconteça?
Com regras, muito assertivas,
desde muito cedo e NUNCA ceder a uma palavra dada.
Qualquer recusa deve ter
o reverso da medalha, ou seja, se não faz, também não pode ter a coisa ou
coisas que se sabe que ela gosta muito. Muito importante, a criança não deve
fazer seja o for porque no final vai ter uma recompensa… Deve fazer e
pronto, porque é bom para ela, ninguém sabe o que é melhor para ela do que os
pais. Portanto a coisa funciona um pouco ao contrário, o normal é fazer e assim
tudo corre bem. De contrário, haverá a privação da “coisa”.
Como é isso de Nunca
ceder a uma palavra dada?
Pois é, desde muito cedo,
as crianças sabem muito bem que quando um Não passa a Sim, se houver alguma persistência.
Ou seja, se chorar, se fizer birra, se deitar coisas ao chão, se pedir muitas
vezes, cansam os pais e estes vão acabar por ceder e, lá se vai o Não! Desta
forma, vão testando até onde o pai ou a mãe transformam o não inicial em sim. Aplicam
técnicas incríveis, e, não se importam de fazer passar vergonha aos pais,
portando-se mal em público, porque sabem que dessa forma vão tero o que querem.
Por isso mesmo é muito
importante que quando quer dizer Não, agora não pode ser porque… seja mesmo um
Não e quanto mais cedo começar, melhores os resultados
Por exemplo, se quando
está ao telefone o seu filho decide interromper, pode simplesmente dizer que
agora não pode falar porque está ao telefone e continua o telefonema. Nunca
deve atender o seu filho, a menos que perceba que aconteceu alguma coisa de
grave. No final do telefonema, uma conversa, olhos nos olhos e muito seriamente:
Preciso dizer-te que não quero que me interrompas quando estou ao telefone. Não
é agradável para mim, nem para a pessoa com quem estou a falar.
Se voltar a acontecer,
sim, porque vai repetir-se, não lhe responda. No final tenha de novo a mesma conversa
e avise, se voltas a interromper-me vou castigar-te.
Claro que vai voltar a
acontecer, são peritos em experimentar. Seja firme. Além de continuar a
conversa com quem fala, no final chame-o: Tal como te disse, vais ser castigado
porque já te tinha avisado, tens que aprender a esperar e sobretudo a perceber
que o que digo é para ser feito. Lembre-se de algo que ele gosta muito de
fazer, como brincar com um amigo que costuma ir lá casa, desta vez não vai ter.
Enfim, algo que seja importante para ele e vai ser privado de ter ou fazer. Muito
importante, por nada volte com a sua palavra atrás. Palavra dita é para ser
cumprida. Depois não se esqueça de falar com o pai ou com a mãe ou com quem
vai estar com o seu filho, para que na sua ausência, seja feito exatamente o que
ficou determinado, pois ele vai tentar que o castigo não seja cumprido. Portanto,
é muito importante que todos sejam sabedores.
É difícil? É! Mas é um
treino e mais tarde vai-se admirar quando o seu filho, depois de fazer algo que
não devia, lhe pergunta: Ok, diz-me lá qual é o castigo que vou ter?
Judite Pato

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