Como vibrar em amor para melhor chegar aos nossos filhos?
Como
vibrar em amor para melhor chegar aos nossos filhos?
Ao
contrário do que possa parecer, não vamos falar do amor que temos pelos nossos
filhos. Esse nem se questiona, naturalmente, amamos os nossos filhos e julgamos
fazer o melhor trabalho para a sua educação. Mas a verdade é que por vezes,
parece haver alguma coisa que não está a funcionar, Por que razão não consegue
entender o que fazer para educar o seu filho ou o seu educando?
Já
pensou que o problema pode não ser do seu filho, mas seu?
Voltemos
lá atrás, à sua infância, aos seus pais, aos seus colegas de escola. Como se
sentia nessa altura? Pense bem, nunca se sentiu diminuído em relação aos outros?
Se nunca, ótimo. Talvez seja um líder por natureza e ainda hoje faça valer as
suas ideias, partindo do princípio que é dono da razão.
Talvez
não acredite, mas tanto num caso como no outro podem ser a causa de não
entender o seu filho. Um porque é demasiado permissivo, o outro porque faz
valer o que pensa às vezes de forma muito veemente.
Então
é isso que quer?
O
que todos queremos é entender os nossos filhos de forma adequada, ouvindo-o com
atenção e explicando a razão de cada tarefa que “exige”.
Como
conseguir isso?
Já
vimos que a falta de amor-próprio é consequência direta de velhos paradigmas de
educação a que fomos sujeitos. Portanto, nada de nos culparmos por isso. Somos
só fruto de uma sociedade diferente. Mas podemos culpar-nos se não fizermos nada para resolver o
problema, que não é só nosso, mas que pode diretamente afetar os nossos
filhos e todos os que nos rodeiam.
Então,
Reconheçamos
que se passa algo connosco.
Então
como fazer isso? Como conseguir ter a força suficiente para acreditar que somos
capazes?
Tudo
o que precisamos é de dar esse salto quântico na nossa vida. Através do
pensamento podemos criar a nossa realidade. Os nossos pensamentos modelam o que
sentimos e o que vemos.
Então…
A
mente cria as imagens que vemos, se continuarmos sempre no mesmo registo, o que
acontece é que se forma uma espiral de estímulos que vão replicar a forma que
teimamos em agir ou estar… Depois de muitos anos com comportamentos
recorrentes, estamos verdadeiramente afetados e as novas emoções que queremos
interiorizar não se conseguem fixar.
Nesta
altura sentimo-nos donos da razão. Entramos em choque com quem nos rodeia, a
nossa família, os nossos pares no nosso trabalho diário e amigos.
Por
onde começar? O que vamos fazer?
Aceitarmo-nos é o primeiro grande
passo para o que pretendemos: amarmo-nos, respeitarmo-nos e perdoarmo-nos.
É
fácil? Não, não é fácil. Acreditem que sei muito bem do que falo. Admitirmos
que erramos, é próprio de almas grandes! Afinal fomos escolhidos para ser pais, professores, educadores ou cuidadores destas crianças especiais e temos que estar à sua altura.
Se
assim for, talvez seja o momento de procurar ajuda com o seu médico, o
psicólogo e em algumas terapias holísticas.
O
gostar de nós, tal como somos, vai permitir aceitar o outro tal como é, sem
julgamentos. Desta forma vamos respeitar o outro como individuo diferente,
porque todos somos diferentes.
Atrevo-me
a propor um exercício “simples”…
Diariamente tenha
uma conversa consigo,
frente ao espelho. Olhe-se nos olhos e diga: Amo-me, Respeito-me, Perdoo-me e
Aceito-me tal como sou.
Isto
é vibrar em Amor!
Ao
fim de algum tempo, irá observar que se vai olhar de outra forma e os outros também
vão reparar que está diferente. Os seus olhos ficarão mais lumiosos e o sorriso
muito mais aberto e confiante. Isto afetará toda a sua vida e a relação com os
outros.
Experimente,
o que tem a perder? Nada! Ao contrário, tem tudo a ganhar.
Judite
Pato

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