Socialmente afetivo



Socialmente afetivo

Muito antes de aprender a falar, logo nos primeiros meses de vida, o rosto ilumina-se num sorriso. O sorriso, primeiro involuntário, mas logo logo como resposta a um estímulo, a um rosto que se habituou a ver, um som, uma música, ou um brinquedo que se atira ao ar e se agarra, Coisas simples, mas que fazem arrancar gargalhadas inocentes, para deleite de quem priva diariamente com o bebé.

O que aconteceu aqui? No seu ambiente, o bebé socializa-se mesmo sem falar, ao responder a estímulos, o que quer dizer que ao mesmo tempo se está a exercitar a cognição. Ele sabe que determinada ação o faz sentir bem e ri.

O aconchego do corpo da mãe junto ao seu, quando chora com cólicas, ou quando o amamenta ou toma o biberão, dá-lhe a sensação de bem estar que necessita do ponto de vista afetivo.

A afetividade é tão importante para o seu desenvolvimento como uma boa refeição, satisfação física, ou o momento de brincadeira, satisfação lúdica, perfeita para a sua cognição.

Estes três fatores são a base para um crescimento equilibrado.

Uma vez uma mãe perguntava-me desesperada a propósito da sua filha adolescente: o que devo fazer para que a minha filha faça o que deve? Eu dou-lhe tudo!

Perguntei: Será?

Fiquei a perceber que lhe dava tudo do ponto de vista material.

E a atenção? O carinho? O amor? Interpolada, fiquei a saber que era muito ocupada, a filha não entendia e ainda a fazia perder tempo, por ser chamada à escola. Um aborrecimento!

Porque me lembrei deste episódio? O que tem isto a ver com o bebé?

Porque é muito importante que desde bebé fiquem bem definidos tempos, rotinas, horários, para cada atividade a ter com o seu filho. Nelas não pode faltar o diálogo, mesmo que pense que não entende, um dia vai crescer e já estará habituado a que tudo seja dessa forma. No fundo, as regras impostas pelos pais, começam no berço, para que mais tarde, na adolescência e até na vida adulta, possam ser seguidas e serão tão naturais como beber um copo de água.


Judite Pato

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