Nascimento – Infância





Nascimento – Infância

Acriança não é um adulto em miniatura. Para ser adulta, não precisa só de crescer fisicamente, precisa de se desenvolver psiquicamente adquirindo aprendizagens e, mais tarde, conceitos, que lhe vão permitir ter instrumentos ao nível da abstração.

Uma criança com 5 anos pode saber facilmente quantos são 2+2, basta colocar 2 peças do seu jogo às quais junta mais duas. No final, se as contar, é fácil verificar que ficaram 4. Ela consegue assim ver o que se passou para a resposta ser 4. No entanto, se lhe disser para imaginar 500 grãos de arroz, ela só sabe que são muitos e, não consegue imaginar. Juntar mais 500, para saber que obterá 1000, tarefa impossível. Essa abstração, esse entender aquilo que não consegue ver facilmente, só surge mais tarde.

O imaginário de uma criança até aos 6 ou 7 anos, varia de criança para criança, fica por aquilo que pode ver e constatar que é e existe.

O Desenvolvimento infantil é uma etapa da vida da criança desde o nascimento até aos 6 anos mais ou menos. Está relacionado com desenvolvimento de habilidades específicas que garantem a sua autossuficiência. Ao aprender a andar a criança percebe que o espaço é muito maior do que aquele via da sua cadeirinha. Percebe que pode ir a todos ou quase todos os lugares que queira ir. O seu espaço alarga-se, quase até ao infinito, ou seja, até onde os pais permitem que vá. É aqui a sua primeira limitação imposta. Ao mesmo tempo começa por dizer as primeiras palavras. Como? Repetindo o que ouve em casa. Também aí, todos têm que ter cuidado com o que falam na sua presença. Ela é capaz de repetir tudo o que ouve e, às vezes, diz aquilo que não gostaríamos de ouvir. Mais uma vez, ela só deve aprender aquilo que os pais ou cuidadores quiserem que diga. Então, o espaço e a palavra podem ser controlados desde muito cedo. Quando a criança sai de casa para o infantário, alargam-se os horizontes e os adultos cuidadores têm uma responsabilidade enorme. É possível que elas apareçam em casa a utilizar palavras que não são usuais no vocabulário dos pais. É importante saber que desde que nasce, a criança é uma esponja em relação ao ambiente que a rodeia. Absorve tudo, o bom e o mau. E nós só queremos que absorva o bom, temos então a responsabilidade de lhe proporcionar o bom!


Judite Pato

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